Quando pensamos na infraestrutura de uma cidade, água tratada e coleta de esgoto costumam aparecer primeiro. Só que saneamento básico envolve uma rede muito maior de sistemas, obras e equipamentos que precisam funcionar continuamente para atender a população.
No Brasil, a legislação organiza o saneamento básico em quatro componentes: abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e drenagem e manejo das águas pluviais urbanas. Essa mesma divisão é adotada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico e pelo Plansab.
Mais interessante do que simplesmente definir cada um deles é entender qual infraestrutura existe por trás desses serviços.
1. Abastecimento de água potável
Levar água até uma cidade exige uma cadeia que começa na captação e termina nos pontos de consumo.
Entre essas duas extremidades podem existir captação, adutoras, Estações de Tratamento de Água, sistemas de bombeamento, reservatórios de água potável e redes de distribuição. Legalmente, o serviço de abastecimento compreende a infraestrutura necessária desde a captação até as ligações prediais e seus instrumentos de medição.
A reservação merece atenção especial porque produção e consumo não acontecem necessariamente no mesmo ritmo.
Uma ETA pode produzir água ao longo de várias horas enquanto a demanda da cidade oscila durante o dia. O reservatório ajuda a regular essa relação e pode contribuir para a autonomia operacional do sistema.
É justamente nessa etapa que entram soluções como reservatórios de aço parafusados para água potável, que podem atender desde volumes menores até estruturas de grande capacidade. A Tech Tank trabalha, por exemplo, com tanques parafusados com revestimento vitrificado e epóxi, além de outras configurações de armazenamento.
Já aprofundamos essa lógica nos artigos sobre como funciona uma ETA e como dimensionar um reservatório de água industrial.
2. Esgotamento sanitário
Depois que a água é utilizada, começa outra infraestrutura.
O esgotamento sanitário reúne os sistemas necessários para coletar, transportar, tratar e dar destinação adequada aos esgotos sanitários, podendo incluir inclusive produção de água de reúso.
Na prática, uma ETE pode reunir unidades com funções bastante diferentes. Existem estruturas para equalização, tratamento biológico, decantação, armazenamento de efluentes, lodos e outros processos associados à operação.
Aqui, o tanque deixa de ser simplesmente um volume de armazenamento e passa a ser parte do processo.
Por isso, capacidade, material, revestimento, conexões, acesso para manutenção e compatibilidade química precisam ser considerados na especificação de tanques para tratamento de efluentes.
Essa é uma das áreas em que nossa atuação se conecta diretamente ao saneamento. A Tech Tank trabalha com soluções para armazenamento e tratamento de água, esgoto, efluentes industriais e biogás, incluindo fornecimento, montagem, instalação e construção civil em projetos turn key.
3. Drenagem e manejo das águas pluviais urbanas
Quando uma chuva intensa atinge uma área urbanizada, o problema não é simplesmente “tirar a água da rua”.
A cidade precisa de uma infraestrutura capaz de captar, transportar, deter ou reter volumes de água e controlar vazões de cheia. A legislação brasileira inclui justamente essas funções na definição do sistema de drenagem urbana.
Galerias, canais, bocas de lobo, estruturas de retenção, reservatórios de detenção e outras soluções hidráulicas podem fazer parte dessa rede.
A dimensão desse sistema está diretamente relacionada ao crescimento urbano. Quanto maior a impermeabilização do solo, mais importante se torna planejar o caminho da água da chuva e evitar que toda a vazão chegue simultaneamente aos mesmos pontos da cidade.
Esse terceiro componente mostra bem por que saneamento precisa ser tratado como infraestrutura urbana integrada, e não apenas como água e esgoto.
4. Limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos
O quarto sistema envolve coleta, transporte, transbordo, tratamento e destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos domiciliares e daqueles provenientes da limpeza urbana.
E aqui existe uma conexão interessante com outras tecnologias.
A fração orgânica de determinados resíduos pode ser direcionada a processos de digestão anaeróbia, nos quais biodigestores podem ser utilizados para tratamento e produção de biogás.
Isso não significa que todo sistema municipal de resíduos precise de um biodigestor. Trata se de uma alternativa tecnológica para operações que adotam valorização energética ou tratamento biológico de matéria orgânica.
Da mesma forma, silos industriais podem ser empregados em determinadas instalações para armazenamento de materiais secos a granel, insumos ou subprodutos do processo. A Tech Tank trabalha com silos de aço parafusados e informa capacidades de 500 a 7.500 toneladas por unidade.
Onde as soluções da Tech Tank entram no saneamento?
Quando colocamos os quatro sistemas lado a lado, fica mais fácil enxergar onde nossa atuação realmente se concentra.
Na Tech Tank, trabalhamos principalmente nas partes da infraestrutura que exigem reservação, armazenamento e tratamento.
Isso inclui:
Reservatórios de água potável, integrados aos sistemas de abastecimento.
Tanques para tratamento e armazenamento de efluentes, utilizados em diferentes configurações de ETE e processos industriais.
Biodigestores, destinados a aplicações de biogás e tratamento de resíduos orgânicos.
Silos de aço, empregados quando a operação exige armazenamento de materiais sólidos ou a granel.
Além desses produtos, desenvolvemos domos, acessórios e soluções de engenharia associadas à implantação dos sistemas. A própria linha atual da Tech Tank reúne tanques vitrificados, epóxi, inox e galvanizados, biodigestores, silos e domos geodésicos.
Uma cidade precisa de sistemas, não de estruturas isoladas
Uma ETA sozinha não garante abastecimento. Uma ETE isolada não resolve o esgotamento sanitário. Um reservatório sem integração hidráulica não cumpre adequadamente sua função.
A infraestrutura de saneamento funciona justamente porque diferentes estruturas cumprem funções específicas dentro de um mesmo sistema.
É dessa forma que enxergamos nossos projetos na Tech Tank.
Um reservatório industrial, um tanque para efluentes, um biodigestor ou um silo não deve ser tratado apenas como um equipamento instalado no terreno. Ele precisa estar integrado à capacidade, às vazões, ao processo, à operação e à manutenção da infraestrutura em que será utilizado.
É essa visão de sistema que transforma armazenamento em infraestrutura.
Conheça as soluções da Tech Tank para armazenamento, tratamento e infraestrutura